Profissão professor: docentes contam os desafios de ensinar ao longos dos anos

Há quem diga que ser professor é uma vocação, um chamado. Para alguns é mais do que isso. “Minha família queria que eu fosse advogado, mas eu fui protelando e decidi ser professor. O magistério sempre foi a minha realização”, conta Laertes Larocca, professor que lecionou por 40 anos e foi mestre de muitos ponta-grossenses.

Larocca ainda lembra que quando começou a lecionar, na década de 1960, as coisas eram muito diferentes do cenário atual. “Naquela época nós éramos o senhor professor, havia mais respeito dentro da sala de aula”. Ele também diz que ministrar as aulas e o convívio com os alunos eram a melhor parte da profissão.

Géssika da Costa, professora de ciências

Já a realidade dos docentes atuais pode ser um pouco mais desafiadora. “Há muita desvalorização da profissão, tanto na parte salarial como no reconhecimento pela sociedade e pais dos alunos. Também temos um curto tempo para trabalhar tantos assuntos, ficando difícil abordá-los de forma interessante e chamativa, gerando desinteresse dos alunos”, conta Géssika da Costa, professora de ciências do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola particular.

Mas, mesmo com tantos desafios, o carinho pela profissão sempre prevalece. “Independentemente dos problemas, ver que você pode fazer a diferença na vida de um aluno é muito gratificante”, declara Géssika. Para Larocca, as más lembranças ficaram para trás, deixando lugar apenas para as boas memórias dos seus tempos de professor. “Eu sinto muita saudade e muita falta da sala de aula”, complementa.

Géssika ainda deixa um recado motivador para quem está pensando em ser professor, mas fica receoso diante do cenário atual. “Se você realmente deseja seguir com a profissão, não desista. Muitas vezes será difícil, mas você pode fazer a diferença na vida de alguém. Poucas profissões têm essa oportunidade”, finaliza

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